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Curitiba Sede da Copa do Mundo da FIFA

Restaurantes de Santa Felicidade buscam nota máxima em classificação

Proprietários de restaurantes da região de Santa Felicidade que estão participando do projeto de Categorização dos Serviços de Alimentação para a Copa do Mundo se reuniram nesta semana com a equipe do Distrito Sanitário de Santa Felicidade para verificar itens avaliados durante a classificação e como podem melhorar esta marca.

Dos 200 restaurantes integrantes do projeto em Curitiba, 23 estão na região de Santa Felicidade. No bairro italiano, os restaurantes atingiram categorias A, B e C, mas o objetivo do Distrito é que a maioria se enquadre na categoria A, que significa estar totalmente adequado às regras de segurança sanitária.

Curitiba foi a primeira cidade a implantar o projeto, em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-PR), em junho do ano passado. A iniciativa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde tem como objetivo promover uma classificação baseada na qualidade sanitária dos restaurantes, nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo no Brasil.

Em Curitiba, o projeto-piloto está se concentrando nos restaurantes das principais rotas gastronômicas da cidade, localizadas no Centro Histórico, Santa Felicidade, Batel, Juvevê-Itupava, Mateus Leme e Avenida das Torres.

“Santa Felicidade é a mais famosa rota gastronômica de Curitiba e, justamente por isso, os restaurantes precisam servir de exemplo para o restante da cidade”, destacou a diretora do Distrito Sanitário de Santa Felicidade, Viviane Maria Sutile. Segundo ela, poucos estabelecimentos atingiram a categoria A no primeiro momento. A maioria ficou na categoria C por apresentar pequenos problemas e que são de fácil correção. “São detalhes que prejudicam a classificação final, como a falta de um termômetro para monitorar a temperatura dos alimentos ou ter um local certo para os funcionários guardarem o jaleco”, comentou.

Outro problema que tirou pontos de muitos restaurantes foi o descarte da embalagem original de alimentos usados na preparação dos pratos e que não foram usados integralmente. “Se o cozinheiro não usa todo o queijo ralado e joga fora a embalagem original, a Vigilância Sanitária não tem como verificar se o produto que sobrou está na validade e qual a sua procedência. Se der algum problema, não há nem como investigar”, exemplifica a diretora.

O diretor do Centro de Saúde Ambiental da Secretaria Municipal da Saúde, Luiz Armando Erthal, disse que a classificação dos restaurantes irá de A (excelente) até E (ruim). Entretanto, só receberão a categorização aqueles que ficarem classificados como A, B ou C. “Abaixo disso (D e E), entende-se que a direção do restaurante não observou as orientações apresentadas pela Vigilância Sanitária para se adequar aos padrões de qualidade”, salientou. Além disso, esses restaurantes que não apresentaram condições higiênico-sanitárias satisfatórias receberão a penalidades, de acordo com a legislação sanitária.

O gerente do Restaurante Madalosso, Alfredo Luiz Bertoli, achou excelente a participação no projeto de categorização, que fez com que o estabelecimento investisse ainda mais em segurança sanitária. “É fundamental termos as informações repassadas pela Vigilância. Estamos canalizando esforços para melhorar ainda mais a nossa classificação”, enfatizou.

A empresária Sonia Regina Borguesan, proprietária da Mansão Merano, disse que o diferencial do projeto a surpreendeu, principalmente pela receptividade e parceria da equipe da Vigilância, preocupada em orientar para melhorar a categoria do espaço. “Eles nos mostraram os problemas e nos ajudaram a corrigi-los. Nós fazemos de tudo para trabalhar corretamente, mas, às vezes, é necessário um olhar de quem está de fora para nos alertar sobre o que é possível melhorar”, destacou.

Depois da Copa do Mundo, o projeto de categorização será expandido para os demais restaurantes da cidade. “É um projeto piloto que demonstrou grande sucesso e que vamos ampliar para os demais estabelecimentos do setor, pois todos saem ganhando, os empresários e, principalmente, os clientes desses locais”, comentou Erthal.